terça-feira, 7 de setembro de 2010
sexta-feira, 3 de setembro de 2010
quinta-feira, 2 de setembro de 2010
terça-feira, 31 de agosto de 2010
Atividades complementares - alunos pendentes
Solicito que os alunos abaixo listados enviem para meu e-mail até quinta-feira (23:59h) as atividades propostas a cada um.
Não fazendo, irei contabilizar as ausências para verificar a reprovação por faltas. Não estando, estará na Prova Final por não atingir a média para aprovação.
Sergio - Breve texto relatando sua participação na disciplina, as constribuições para sua formação e vida pessoal, pontuando aspectos positivos e negativos do processo e atribuindo uma nota para você (auto-avaliação), de 0 a 10.
Naddienne - Pegar o livro Pedagogia da Autonomia, escolher um (01) subcapítulo de CADA capítulo do livro (SÃO TRÊS), fazer uma leitura, elaborar uma questão para cada subtópico e respondê-la (sem cópia direta do livro - questão "retire do texto" é do tempo do "alfa").
Os capítulos do livro são:
Não há docência sem discencia
Ensinar não é transferir conhecimento
Ensinar é uma especificidade humana
Cada capítulo possui, nove subcapítulos. Escolher um de cada capítulo e realizar a atividade.
Os demais alunos conseguiram atingir a média mínima para aprovação.
Resultado final a ser divulgado na sexta-feira.
Fica a sugestão de leitura prevista para o semestre, mas que não foi possível trabalhá-la: Pedagogia da Autonomia - Paulo Freire.
abraços,
Angelo Amorim
sábado, 28 de agosto de 2010
Encerramento - Avaliação
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Encerramento - mudança de atividades
Atendendo a uma solicitação de parte da turma.
Nos encontraremos na UNEB em horário a confirmar.
Será entrege os planos de aula (favor lembrar de socializar via e-mail para que todos tenham acesso)
E, com tolerância máxima de 10 minutos, subiremos ao Pico do Jaraguá e lá, faremos a avaliação final (disciplina, professor e auto-avaliação) e encerramento da disciplina.
Registra-se. Publica-se. Cumpra-se.
segunda-feira, 23 de agosto de 2010
Encerramento da disciplina
Depois de um início formidável, uma ausência de um mês de aulas, o retorno das discussões e atividades previstas e os imprevistos, chegamos ao nosso último dia de atividade.
Segue abaixo a programação e, infelizmente, teremos que rever a proposta feita por Claudio dado a minha ausência no dia 14.08.
Das 8:00h às 10:15h - Apresentação dos planos (podem organizar em slides ou simplesmente levar o arquivo em word e apresentar aos colegas as propostas de cada equipe). Como acredito que são entre 7 e 8 equipes, teremos cerca de 12 minutos para cada equipe, estendendo-se para 15 minutos.
obs.: Não é obrigatório que todos falem, mas eu poderei solicitar que determinado membro da equipe fale ou responda alguma pergunta.
Das 10:30h às 11:30h - Avaliação da disciplina e do professor, além da auto-avaliação, a ser realizada em forma coletiva e oral.
Das 11:30h às 11:35h - mensagem final e encerramento.
Grande abraço,
Angelo
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
URGENTE!!!!! NÃO HAVERÁ AVALIAÇÃO 14.08.10
Amanhã pela manhã não teremos aula de Didatica, assim, não teremos a nossa avaliação.
Faremos ao final do processo, apos as apresentações dos planejamentos, dia 28.08.2010.
Caso tenha alguem que queira me mostrar o planejamento, envie para meu e-mail (angeloamorim@gmail.com) que eu darei o retorno.
Para semana, esclareço melhor sobre a minha ausência do dia 14.08.
Aviso agora, as 23:36h, por ter decidido apenas agora.
Desculpem os contratempos!
Favor ligar para o 'povo' de Miguel Calmon...
Angelo
quinta-feira, 12 de agosto de 2010
Cronograma de atividades 2010.1
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Avaliação - Planejamento de Ensino
Em grupos com 4 pessoas, será escolhido uma temática e planejado três aulas de 50 minutos, considerando os seguintes aspectos:
Tema e seriação
Apreentação
objetivos
justificativa (referencial teórico)
descrição dos planos
- caracterização
- conteúdo
- objetivos
- recursos
- descrição da aula (todas as atividades e momentos da aula)
- metodologia
- avaliação
considerações finais
referências
Abaixo, os grupos com as temáticas gerais:
Nadja, Camila, Erica e Nadiane
DANÇA - IMPORTÂNCIA DOS MOVIMENTOS NO DESENVOLVIMENTO DA CRIANÇA
Ariane, Nathanna
ATIVIDADES EXPRESSIVAS
Jéssica, Edileuza, Fernando e Julia
DANÇA
Nadja Luana, Claudio, Lennon e Sirlene
ESPORTES QUE EXISTEM, MAS QUE NÃO SEI COMO FUNCIONA
Igo, Jacqueline, Sergio e Naiara
ABORDAGEM CULTURAL DA EF - 'RESGATE' CULTURAL
Cleber, Marluce, Dyego e Luan
CAPOEIRA
Os demais alunos podem se posicionar para eventuais edições no que está posto, assim como complementação/retificação das informações contidas no detalhamento dos grupos.
Grande abraço,
Angelo Amorim
quarta-feira, 28 de julho de 2010
O Sapo
Era uma vez um lindo príncipe por quem todas as moças se apaixonavam. Por ele também se apaixonou uma bruxa horrenda que o pediu em casamento. O príncipe nem ligou e a bruxa ficou muito brava. “Se não vai casar comigo não vai se casar com ninguém mais!” Olhou fundo nos olhos dele e disse: “Você vai virar um sapo!” Ao ouvir esta palavra o príncipe sentiu uma estremeção. Teve medo. Acreditou. E ele virou aquilo que a palavra de feitiço tinha dito. Sapo. Virou um sapo.
Bastou que virasse sapo para que se esquecesse de que era príncipe. Viu-se refletido no espelho real e se espantou: “Sou um sapo. Que é que estou fazendo no palácio do príncipe? Casa de sapo é charco.” E com essas palavras pôs-se a pular na direção do charco. Sentiu-se feliz ao ver lama. Pulou e mergulhou. Finalmente de novo em casa.
Como era sapo, entrou na escola de sapos para aprender as coisas próprias de sapo. Aprendeu a coaxar com voz grossa. Aprendeu a jogar a língua pra fora para apanhar moscas distraídas. Aprendeu a gostar do lodo. Aprendeu que as sapas eram as mais lindas criaturas do universo. Foi aluno bom e aplicado. Memória excelente. Não se esquecia de nada. Daí suas notas boas. Até foi o primeiro colocado nos exames finais, o que provocou a admiração de todos os outros sapos, seus colegas, aparecendo até nos jornais. Quanto mais aprendia as coisas de sapo, mais sapo ficava. E quanto mais aprendia a ser sapo, mais se esquecia de que um dia fora príncipe. A aprendizagem é assim: para se aprender de um lado há que se esquecer do outro. Toda aprendizagem produz o esquecimento.
O príncipe ficou enfeitiçado. Mas feitiço – assim nos ensinaram na escola – é coisa que não existe. Só acontece nas estórias de carochinha.
Engano. Feitiço acontece sim. A estória diz a verdade. Feitiço: o que é? Feitiço é quando uma palavra entra no corpo e o transforma. O príncipe ficou possuído pela palavra que a bruxa falou. Seu corpo ficou igual à palavra.
A estória do príncipe que virou sapo e a nossa própria estória. Desde que nascemos, continuamente, palavras nos vão sendo ditas. Elas entram no nosso corpo, e ele vai se transformando. Virando uma outra coisa, diferente da que era. Educação é isto: o processo pelo qual os nossos corpos vão ficando iguais às palavras que nos ensinam. Eu não sou eu: eu sou as palavras que os outros plantaram em mim. Como o disse Fernando Pessoa: “Sou o intervalo entre o meu desejo e aquilo que os desejos dos outros fizeram de mim”. Meu corpo é resultado de um enorme feitiço. E os feiticeiros foram muitos: pais, mães, professores, padres, pastores, gutas, líderes políticos, livros, TV. Meu corpo e um corpo enfeitiçado: porque o meu corpo aprendeu as palavras que lhe foram ditas, ele se esqueceu de outras que, agora permanecem mal ... ditas...
A psicanálise acredita nisso. Ela vê cada corpo como um sapo dentro do qual está um príncipe esquecido. Seu objetivo não é ensinar nada. Seu objetivo é o contrário: des-ensinar ao sapo sua realidade sapal. Fazê-lo esquecer-se do que aprendeu, para que ele possa lembrar-se do que esqueceu. Quebrar o feitiço. Coisa que até mesmo certos filósofos (poucos) percebem. A maioria se dedica ao refinamento da realidade sapal. Também os sapos se dedicam à filosofia... Mas Wittgenstein, filósofo para ninguém botar defeito, definia a filosofia como uma “luta contra o feitiço” que certas palavras exercem sobre nós. Acho que ele acreditava nas estórias de carochinha...
Tudo isso apenas como introdução à enigmática observação com que Barthes encerra sua descrição das metamorfoses do educador. Confissão sobre o lugar onde havia chegado, no momento de velhice. “Há uma idade em que se ensina aquilo que se sabe. Vem, em seguida, uma outra, quando se ensina aquilo que não se sabe. Vem agora, talvez, a idade de uma outra experiência: aquela de desaprender. Deixo-me, então, ser possuído pela força de toda vida viva: o esquecimento...”
Esquecer para lembrar. A psicanálise nenhum interesse tem por aquilo que se sabe. O sabido, lembrado, aprendido, é a realidade sapal, o feitiço que precisa ser quebrado. Imagino que o sapo, vez por outra, se esquecia da letra do coaxar, e no vazio do esquecimento, surgia uma canção. “Desafinou!” berravam os maestros. “Esqueceu-se da lição”, repreendiam os professores. Mas uma jovem que se assentava à beira da lagoa juntava-se a ele, num dueto... E o sapo, assentado na lama, desconfiava...
“Procuro despir-me do que aprendi”, dizia Alberto Caeiro. “Procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram, e raspar a tinta com que me pintaram os sentidos, desencaixotar minhas emoções verdadeiras, desembrulhar-me, e ser eu...”
Assim se comportavam os mestres Zen, que nada tinham para ensinar. Apenas ficavam à espreita, esperando o momento de desarticular o aprendido para, através de suas rachaduras, fazer emergir o esquecido. É preciso esquecer para se lembrar. A sabedoria mora no esquecimento.
Acho que o sapo, tão bom aluno, tão bem educado, passava por períodos de depressão. Uma tristeza inexplicável, pois a vida era tão boa, tudo tão certo: a água da lagoa, as moscas distraídas, a sinfonia unânime da saparia, todos de acordo... O sapo não entendia. Não sabia que sua tristeza nada mais era que uma indefinível saudade de uma beleza que esquecera. Procurava que procurava, no meio dos sapos, a cura para sua dor. Inultimente. Ela estava em outro lugar.
Mas um dia veio o beijo de amor – e ele se lembrou. O feitiço foi quebrado.
Uma bela imagem para um mestre! Uma bela imagem para o educador: fazer esquecer para fazer lembrar!
Rubem Alves. A alegria de ensinar
Boca de forno
Boca e forno!
- Forno!
- Furtaram um bolo!
- Bolo!
- Farão tudo o que o seu mestre mandar?
- Faremos todos, faremos todos, faremos todos...
A gente brincava assim, quando era criança. O mestre cantava o refrão e os outros respondiam, repetindo a última palavra, como se fosse um eco. Sempre me perguntei sobre o sentido destas palavras. E por mais que me esforçasse, nunca encontrei sentido algum. É puro non-sense, e imagino que este brinquedo bem que poderia figurar entre os absurdos por que Lewis Carroll fez a pobre Alice passar nas suas aventuras pelo País das Maravilhas e No País do Espelho.
Mas todo absurdo é apenas o avesso de uma coisa que parece lógica e racional, como o lado de trás de uma tapeçaria, escondido contra a parede. O absurdo é o avesso do mundo. Aí fiquei a me perguntar: “Este absurdo é o avesso de quê?”
Veio-me, então, uma iluminação repentina: não deve ter sido por acidente que o inventor desta brincadeira, quem quer que tenha sido, deu o nome de mestre ao líder que canta o refrão, pedindo a resposta-eco-repetição das crianças. Ele deve ter sido um arguto observador das escolas, e por medo de que o seu filho viesse a ser punido por aquilo que ele, pai, estava dizendo, inventou este brinquedo, como uma parábola. O que é, precisamente, o caso das loucas histórias de Lewis Carroll. Professor da Universidade de Oxford, via os absurdos que ali aconteciam. Mas se os dissesse em linguagem clara, certamente ganharia o ódio dos colegas e a ira das autoridades, e acabaria por perder o emprego. Por isto, ele os disse de forma matreira, dissimulada: brincadeira de criança... No mundo das crianças todos os absurdos são permitidos.
Acho que esta brincadeira é uma repetição do que acontece nas escolas. As crianças são ensinadas. Aprendem bem. Tão bem que se tornam incapazes de pensar coisas diferentes. Tornam-se ecos das receitas ensinadas e aprendidas. Tornam-se incapazes de dizer o diferente. Se existe uma forma certa de pensar as coisas e de fazer as coisas, por que se dar ao trabalho de se meter por caminhos não-explorados? Basta repetir aquilo que a tradição sedimentou e que a escola ensinou. O saber sedimentado nos poupa dos riscos da aventura de pensar.
Não, não sou contrário a que se ensinem receitas já testadas. Se existe um jeito fácil e rápido de amarrar os cordões dos sapatos, não vejo razão alguma para submeter o aluno às dores de inventar um jeito diferente. Se existe um jeito já testado e gostado de fazer moqueca, não vejo razões por que cada cozinheiro se sinta na obrigação de estar sempre inventando receitas novas. O saber já testado tem uma função econômica: a de poupar trabalho, a de evitar erros, a de tornar desnecessário o pensamento. Assim, aprende-se para não precisar pensar. Sabendo-se a receita, basta aplicá-la quando surge a ocasião.
Senti isto muitas vezes, tentando pensar com minha filha problemas de matemática. É preciso confessar que isto já faz muito tempo, pois o que me restou de matemática já não me permite nem mesmo entender os símbolos que ela maneja. Claro que minha maneira de pensar era diferente da maneira de pensar hoje. No meu tempo ainda se cantava a tabuada... Mas o que me impressionava era a sua recusa de, pelo menos, considerar a possibilidade de que um mesmo problema pudesse ser resolvido por caminhos diferentes. Ela havia aprendido que há uma maneira certa de fazer as coisas, e que caminhos diferentes só podem estar errados. A conversa era sempre encerrada com a afirmação: “Não é assim que a professora ensina...”
É como nos catecismos religiosos: o mestre diz qual e a pergunta e qual é a resposta certa. O aluno é aprovado quando repete a resposta que o professor ensinou.
A letra mudou. Mas a música continua a mesma.
Pois não é isto que são os vestibulares? Ao final existe o gabarito: o conjunto das respostas certas. Claro que há respostas certas e erradas. O equívoco está em se ensinar ao aluno que é disto que a ciência, o saber, a vida, são feitos. E, com isto, ao aprender as respostas certas, os alunos desaprendem a arte de se aventurar e de errar, sem saber que, para uma resposta certa, milhares de tentativas erradas devem ser feitas. Espero que haverá um dia em que os alunos serão avaliados também pela ousadia de seus vôos! Teses que serão aprovadas a despeito do seu final insólito: “Assim, ao fim de todas estas pesquisas, concluímos que todas as nossas hipóteses estavam erradas!” Pois isto também e conhecimento.
Escondidos em meio à vegetação da floresta, observávamos a anta que bebia à beira da lagoa. Suas costas estavam feridas, fundos cortes onde o sangue ainda se via. O guia explicou. “A anta é um animal apetitoso, presa fácil das onças. E sem defesas. Contra a onça ela só dispõe de uma arma: estabelece uma trilha pela floresta, e dela não se afasta. Este caminho passa por baixo de um galho de árvore, rente às suas costas. Quando a onça ataca e crava dentes e garras no seu lombo, ela sai em desabalada corrida por sua trilha. Seu corpo passa por baixo do galho. Mas não a onça, que recebe uma paulada. E assim, a anta tem uma chance de fugir.”
Acho que a educação freqüentemente cria antas: pessoas que não se atrevem a sair das trilhas aprendidas, por medo da, onça. De suas trilhas sabem tudo, os mínimos detalhes, especialistas. Mas o resto da floresta permanece desconhecido. Pela vida afora vão brincando de “Boca de forno...”
Rubem Alves. A alegria de ensinar.
O que você gostaria de ver ou ver de novo?
Abro este tópico para que vocês se posicionem considerando alguma temática que ainda não fora abordada e seja de seu desejo, assim como, algo que tenha sido discutido, mas que ainda ficou desestruturado na "cachola", considerando os anseios iniciais da disciplina e os que emergiram ao longo do processo.
Lembrando que na nossa próxima aula (tentaremos) fechar nosso cronograma e as temáticas a serem trabalhadas, assim como, a estrutura e etapas do trabalho de conclusão da disciplina.
Grande abraço,
Angelo Amorim
Freud na escola assistindo aula
Cotidiano de uma escola da rede pública do ensino médio de Salvador.
- Qual é a próxima aula?
- Aula de matemática, com a professora Lia! Falou Elton num tom inspirado.
-É o que rapaz?! Desde quando gosta de matemática? – questionou Ricardo.
- Sabe como é, né! A professora é muito boa! Fazendo um gesto com as mãos representando a bunda da professora.
Os três caem na risada.
- Por isso você senta na frente! Indagou Jéferson.
- Né não é! E eu sou besta! Bora sentar na frente e vocês terão outros olhares para a matemática!!
- Então vumbora pra pegar o melhor lugar!
- Vocês tem que ver quando ela escreve no quadro!
- Porque nunca disse nada disso pra gente?
- Ah! Sei lá...
- Nós estávamos achando que tu tava maluco sentando na frente nas aulas de matemática
- Realmente eu estou maluco! Maluco pela professora
No mesmo momento outro grupo de jovens vai para a quadra para a aula de Educação Física.
- E aí meninas! Hoje vocês não vão me enrolar!
- Ih professor, hoje não tô boa!
- Que que cê tem meu amor? Brigou com o namorado?
- É o que professor? Tenho namorado não!
- Tá bom! Fica aí sentada... faz o relatório da aula
- Esse professor é um porre!
- Que que vai ter na aula hoje?
- Professor, minha moral! Hoje é o baba!
- Hoje não! Respondeu o professor
- Coé, mó vacilão!
- Fessor, o que vai ter na aula hoje?
- Oi, minha linda...! Repete que não te ouvi... E não termina a resposta ao aluno que perguntou sobre o baba...
- O que que vai ter na aula hoje?
- Nós ainda não começamos a aula, falarei com todos juntos!
E o professor reuniu a turma para explicar as atividades do dia. Divide os grupos e enquanto explica a atividade surgem os comentários entre os alunos...
-Véi, o professor só tem essa calça, é?
- Deve ser. Tá todo dia com ela!
- Ricardo, olha o tênis do professor...
- O cara usa adidas! Deve ser falci!
- Porra niúma, não conhece tênis não!
- Quero ser professor pra comprar tênis bala!
- Se saia, viado! Professor é um monte de lenhado!
-Você viu, o professor fez a barba hoje!
- Prefiro quando tá com barba a fazer... é bom que espeta!
- É o que, Marilene?
- Oxe! O professor é gostosinho...
- Ele é bonito, mas não é pra tanto...
- Venho pra essa aula só por causa dele, não sei pra quê Educação Física?
- Êtaaa! Das aulas de matemática e português você não reclama...
- Eu nem vou pra aula, fica aí!
- Esse cara não fala coisa com coisa, né Amanda?
- É porque você não presta atenção no que ele diz!
- Pra que eu quero me movimentar? Pra suar?
- Por isso que você ta gorda!
- E aí galera! Entenderam? Ninguém responde.
Começa a atividade e a grande maioria faz errado e o professor indaga o motivo da falta de atenção na explicação de sua fala e um aluno responde:
- Freud explica, professor!
Quantas vezes nós, professores, já percebemos que o aluno está mais interessado em nós do que naquilo que dizemos?
Quantas vezes já nos envaidecemos com isso?
Quantas vezes já abusamos disso?
Por outro lado, quantas vezes já nos inquietamos, e, mesmo, nos frustramos com aquele aluno que parece ignorar nossos esforços para ensiná-lo?
Quantas vezes já tivemos vontade de hostilizar aquele aluno que nos olha com desprezo, raiva ou então, nos trata com displicência?
Quantas vezes já nos perguntamos o que fizemos para disputar o amor exacerbado, a hostilidade e a indiferença?
Quantas vezes, esquivando-nos desses extremos, já fingimos não perceber o que se passa à nossa volta?
A que devemos tudo isso, se ali estamos para ensinar?
(Morgado apud Ornellas, 2005, p. 56)
Angelo Amorim
sexta-feira, 16 de julho de 2010
aula 17.07.2010
Amanhã nossa atividade será orientada pelo professor Vamberto, às 8:30h.
Temática: Didática da Educação Física
Não poderei estar na cidade.
Grande abraço,
Angelo
quinta-feira, 1 de julho de 2010
aula 03.07.2010
Informo que não irei a Jacobina e não teremos aula no dia 03.07.
Peço, encarecidamente, que postem as respostas das atividades orientadas na nossa última aula no blog, conforme combinado.
Descobriram algo sobre a "escola que sempre sonhei, sem que eu soubesse que ela pudesse existir"?
Gostaria também, de combinar com vocês que iniciemos as nossas próximas aulas as 8:00h, para que possamos compensar a auseência do dia 03.07 e outras que tiveram e que ainda terão... totalizando, ao invés de 4 horas/aula por dia, 5.
Vocês tem aula com qual professor/disciplina na quinta-feira?
Esta é uma outra possibilidade que teremos que ver a viabilização para que possamos cumprir com as atividades previstas para a disciplina.
Abraços,
Brasil 3 x 1 Holanda!
Angelo Amorim
sábado, 19 de junho de 2010
ATENÇÃO!
quinta-feira, 17 de junho de 2010
Aula 19.06.2010 Processo de ensino-aprendizagem - músicas
http://www.youtube.com/watch?v=m08sChqOgYk
Aula 19.06.2010
Referente a nossa aula do próximo sábado, segue os encaminhamentos:
NÃO teremos atividade presencial.
Os pontos para o "dever de casa", passados no último encontro, peço que sejam postados e comentados nos foruns que abrirei.
Indicação de filmes para apreciação:
Sociedade dos poetas mortos
Clube do Imperador
Escritores da Liberdade
Ao mestre com carinho
Sorriso de Monalisa
Perfume de mulher
Mente brilhante
Genio Indomável
Encontrando Forester
Coach Carter: Treino para vida
A atividade sobre as músicas
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Aula de Meg 11.06
professora Margarida Trotte pediu que lhes informasse que ela não irá a Jacobina na sexta-feira, 11.06.2010.
Solicitou que dessem continuidade nas atividades programadas.
abraços,
Angelo
quarta-feira, 9 de junho de 2010
Aula de sábado - 12.06.2010
Aula normal no próximo sábado.
Há alguma música que tenha ouvido que possa fazê-lo lembrar do processo de ensino-aprendizagem e/ou do Ser professor, ser educador?
Havendo... leve para nossa próxima aula... Iremos trabalhar com músicas...
Caso tenha alguém que toque violão e queira levá-lo, será bem-vindo!
Textos para discussão: Rubem Alves, do livro "A alegria de Ensinar": Boca de forno e O sapo.
Angelo Amorim
“Aniversariante do dia”
Hoje você inicia uma nova jornada, e nesse momento de alegria
por você estar completando mais um ano de vida, quero te dizer
que tenho muito orgulho em compartilhar da sua amizade.
Que Deus continue te abençoando e dobrando seus dias de vida,
com muita saúde, paz, novas chances e oportunidades para você
crescer profissionalmente, espiritualmente, emocionalmente
e muito mais.
TE adorooooo
Parabéns IGO,
FELIZ ANIVERSÁRIO!!!
sábado, 5 de junho de 2010
O que eu vejo entre os muros da escola?
O que é didática?
Quais os saberes necessários a docência?
Avaliação
Observar, analisar com visão critica ou não critica levando em conta vários aspectos e objetivos;
Buscar perceber de alguma forma as limitações de determinado aluno através de métodos;
Capacidade de compreender, analisar e entender o que é solicitado de uma forma ampla, porém sem perder o foco;
Uma escada progressiva onde irá observar o desenvolvimento do aluno, o seu crescimento em torno do ensino analisando suas dificuldades e facilidades para então tirar o melhor proveito do protagonista;
As palavras que são evocadas ao lembrar de avaliação são:
Balancear
Medir
Participar
Analisar
Acolher
Observar
Interesse
Comunicação
Diagnosticar
Interação
desafio
Classificar
Descobrir
Multiplicidade
Conhecimento
Oralidade
Criticar
O QUE É AVALIAR?
Julgar o valor ou mérito de alguma coisa (SCRIVEN, 1967).
De uma forma simplificada, avaliação é “determinação do valor ou mérito de um objeto de avaliação” e de uma forma mais extensa, “identificação, esclarecimento e aplicação de critérios defensáveis para determinar o valor ou mérito, a qualidade, a eficácia ou a importância do objeto em relação a esses critérios” (WORTHEN, SANDERS & FITZPATRICK, 2004).
VER SE VALERÁ A PENA! VER SE VALE A PENA! VER SE VALEU A PENA!
AVALIAR NÃO É ROTULAR ALGUMA COISA E MUITO MENOS ALGUÉM.
É ATRIBUIR UM VALOR!
AVALIAÇÃO É OBTER INFORMAÇÕES DE QUALIDADE PARA A TOMADA DE DECISÃO PARA MELHORIA O PROCESSO AVALIADO, ENVOLVENDO NEGOCIAÇÃO.
Estamos em 2069, num ambiente de estudo e pesquisa, antigamente chamado de "sala de aula". Os aprendizes têm entre doze e dezesseis anos e conversam com o dinamizador da inteligência coletiva do grupo, uma figura que em outras décadas já foi conhecida como "professor". Eles estão levantando e confrontando dados sobre os Centros de Cultura e Saberes Humanos (ou, como diziam antes, as "escolas") ao longo dos tempos. Admirados, não conseguem conceber como funcionava, no século passado, um ensino que reunia os jovens não em função dos seus interesses ou temas de pesquisa, mas simplesmente por idades. O orientador de estudos lhes fala da avaliação: ela classificava os alunos por números ou notas segundo seu desempenho, e em função disso eles eram ou não "aprovados" para o nível seguinte. Os aprendizes ficam cada vez mais surpresos. Como determinar "níveis de ensino"? Como catalogar "fases de conhecimento"? O que seriam "etapas" escolares? Em que nó da rede curricular eles se baseavam para fundamentar isso? A surpresa maior se dá quando descobrem que essas avaliações ou "provas" eram aplicadas a todos os estudantes do grupo. A MESMA PROVA? - espantam-se todos. Não conseguem conceber uma situação em que todos tivessem que saber exatamente os mesmos conteúdos, definidos por outra pessoa, no mesmo dia e hora marcados. "Eles não ficavam angustiados?" - comenta um aprendiz com outro. Os jovens tentam se imaginar naquela época: recebendo um conjunto de questões a resolver, de memória e sem consulta, isolados das equipes de trabalho, sem partilha nem construção coletiva. Os problemas em geral não eram da vida prática, e sim coisas que eles só iriam utilizar em determinadas profissões, anos mais tarde. Imaginando a cena, os aprendizes começam a sentir uma espécie de angústia, tensão, até mesmo medo do fracasso, pânico de ficar na mesma "série", de ser excluído da escola... "Assim, eu não ia querer estudar", diz um deles, expressando o que todos já experimentam. Mas em seguida, envolvido pelos outros temas da pesquisa, o grupo inicia uma nova discussão ainda mais interessante, e todos afastam definitivamente da cabeça aquele estranho pensamento.
Referência: RAMAL, Andrea Cecilia. “Avaliar na cibercultura”. Porto Alegre: Revista Pátio, Ed. Artmed, fevereiro 2000.
Dramatização Sete saberes
segunda-feira, 31 de maio de 2010
Relato da aula do dia 29/05
Nós tivemos no primeiro momento a leitura do texto"O essencial da didática e o trabalho do professor".
A partir da leitura,o segundo momento foi aberto para discussões do texto,surgindo inquietações dos alunos,que foram as seguintes:
- A posição do professor progressistae o tradicional,e a forma de como os mesmos concebem o método avaliativo.
- POsição sócio-construtivista
- " " Progressita
- " " Tradicional
- Métodos de avaliação da aprendizagem do aluno.
Os sete Saberes Segundo Edgar Morim são:
- Conhecimento
- Conhecimento Pertinente
- Identidade Humana
- Compreensão Humana
- Incerteza
- Condição Planetária(Meu Grupo)
- Antropo-ética...
"Mestre não é quem sempre ensina, mas quem de repente aprende".
(Guimarães Rosa)
quarta-feira, 26 de maio de 2010
Relatos das aulas
Parece que esquecemos do combinado de ser postado o relato da aula...
Tirei algumas fotos e em breve disponibilizarei referente ao último encontro...
E o relato das aulas dos dias 08.05, 15.05 e 22.05?... Guardados na memória de quem viveu? Quem sabe não tiro o extrato em brevidade... (rsrs) Embora Rubem Alves afirme que apredido é o que fica depois que tudo foi esquecido...
Grande abraço!
Angelo Amorim
Informes
Seguem algumas indicações
site:
www.autoresassociados.com.br (livros no saldão a R$10,00 - Reinventando o esporte / o jogo: entre o riso e o choro / dentre outros)
www.boletimef.org
www.cbce.org.br
Indicação de leitura:
Livro Didatica: velhos e novos tempos, de Libâneo.
Alegria de ensinar, de Rubem Alves.
disponivel para download em:
http://www.4shared.com/account/dir/Wv83ASlg/sharing.html?sId=m27SgsYvk4ixgYcb
Grande abraço,
Angelo Amorim
sexta-feira, 21 de maio de 2010
Aula 22.05.2010 - URGENTE!!
Favor levar para a nossa aula de amanhã:
hidrocor, lápis de cor, canetinha, cola, revista velha, jornal, tesoura.
Quem tiver também papel metro e cartolina, favor levar.
Desculpem pela demora da postagem...
Angelo Amorim
domingo, 16 de maio de 2010

UM momento de descontração em?Galera.tantos medos,anseios,dúvidas...
MAs aqui estamos nós...
Essa foto me lembra uma música ...
"Mudarm as estações nada mudou ...Mas eu sei que alguma coisa aconteceu tá tudo assim tão diferente,se lembra quando a gente chegou um dia acreditar,que tudo era pra sempre agora sem saber que o pra sempre sempre acaba."
PArece muito com a gente galera...
sábado, 15 de maio de 2010
Atividade para 22.05.2010
Será exibido na terça-feira durante o evento de cinema e filosofia.
Foi disponibilizado uma cópia em formato .avi para Nathanna.
Responder a seguinte pergunta(a ser entregue):
O que eu vejo entre os muros da escola?
O filme não será exibido durante a aula, faremos uma atividade a partir do mesmo, baseado na indagação: O que eu vejo entre os muros da escola?
Angelo Amorim
Seminário Filosofia e Cinema
Departamento de Ciências Humanas (DCHT).
Campus IV - Jacobina.
PROGRAMAÇÃO SEMINÁRIO FILOSOFIA E CINEMA
DE18 A 20 DE MAIO DE 2010
Data: 18 de maio de 2010
Abertura
SESSÃO DIÁLOGOS SOBRE A MODERNIDADE
• Sessão 1: 9h – 12h.
Exibição do filme ENTRE OS MUROS DA ESCOLA
Sessão de comunicação: O cinema pensa a educação
Expositora I: Professora Luciana Santos (UNEB), mestre em Educação pelo Programa em Educação e Contemporaneidade da UNEB, graduada em educação (UEFS), docente lotada no Departamento de Educação do Campus II (Alagoinhas) da UNEB.
Expositora II: Professora Márcia Cordeiro (UNEB), mestre em Educação pelo Programa em Educação e Contemporaneidade da UNEB, graduada em filosofia (UFBA), docente lotada no Departamento de Educação do Campus XXII (Euclides da Cunha) da UNEB.
Coordenação a sessão: Professora Mirian Geonise Guerra, Coordenadora do Curso de Bacharelado em Direito (UNEB, Campus IV)
• Sessão 2: das 14-17
Exibição do filme O SONHO DE INASIM, UM RESGATE HISTÓRICO de Eliézer Rolin
Sessão de comunicação: Modernidade X tradição
Composição
Palestrante: Professor Mestre Eliézer Rolin, doutorando em Arquitetura (UFBA), mestre em artes cênicas (UFBA), Professor a UFPA, diretor de cinema.
Coordenação da mesa: Professor Doutor em História da Educação José Carlos Araújo Silva (UFPE), docente do Colegiado de História do DCH, Campus IV.
• Sessão 3: das 19-22
Exibição do filme O ANO EM QUE MEUS PAIS SAÍRAM DE FÉRIAS de
Sessão de comunicação: A História no Cinema
Expositor I: Professor Ângelo Amorim, mestrando em Educação (UFBA), graduado em Educação Física (UCSAL), professor do Colegiado de Educação Física da UNEB, Campus IV.
Expositora II: Professora Dolores Heyne, especialista Educação, professora do Curso de Geografia do Campus IV (UNEB)
Coordenação da sessão: Professor João Novais, Mestre em História (UFBA), docente do Colegiado de História do DCH, Campus IV (UNEB)
Dia 19 de maio de 2010
SESSÃO DIÁLOGOS SOBRE A MODERNIDADE (continuação)
• Sessão 4: 9h – 12h.
Exibição do filme ADEUS LENIN
Temporalidade, espaço e modos de subjetivação
Expositor 1: Professor Fábio Nunes (UNEB), graduado em Geografia (UNEB), especialista em Educação, Coordenador do Núcleo de Estudos Orais, Memória e Iconografia, professor do Colegiado de Geografia do DCH, Campus IV da UNEB.
Expositora 2: Professora Maria Sandra da Gama, Especialista em Teoria e Metodologia da História (UEFS), graduada em História (UNEB), docente do Colegiado de História DCH, Campus IV, UNEB.
Coordenação da sessão: Marcone Dennys Nunes, Professor do Colegiado de Geografia (UNEB, Campus IV)
Data: 19 de maio de 2010
• Sessão 5: 14h – 17h.
SESSÃO BAHIA: O MAR INVADE O SERTÃO
Sessão de comunicação: Expressão e Identidade
Exibição dos documentários: BIMBA: CAPOEIRA ILUMINADA
Expositor 1: Professor José Salles, graduado em Educação Física (UFBA), Especialista em Educação, professor do Colegiado de Educação Física do DCH, campus IV (UNEB, Jacobina).
Exibição: Documentário Batatinha: Samba e Poesia.
Expositora 2: Professora Alessandra Carvalho da Cruz, Mestre em História (UFBA), graduada em História (UCSAL), Professora do Curso de Licenciatura em História da (UCSAL).
Debatedora: Professora Sandra Gama, DCH (UNEB, Campus IV).
• Sessão 6: 19-22 h
SESSÃO FILOSOFIA E CINEMA
Sessão de Comunicação: Angústia, liberdade e poder
Palestrante: Prof. ª Julice Oliveira, mestre em Filosofia (UFBA), Especialista em Educação Estética, Semiótica e Cultura (UFBA), Graduação em Filosofia (UFBA), coordenadora do Grupo de Estudos Filosofia e Modernidade: Iniciação à leitura de Michel Foucault, Professora do Colegiado de História do DCH, Campus IV.
Coordenação da mesa: Professor Ângelo Márcio Macêdo Mascarenhas Gonçalves (UEFS)
Dia 20 de maio de 2010
Sessão 7: 9-12 h.
SESSÃO CINEMA E DIREITOS HUMANOS
Sessão de Comunicação: Morte e dignidade humana
Exibição do Filme Invasões Bárbaras
Expositora 1: Professor Augusto Sérgio São Bernardo, professor do Curso de direito do DCH da UNEB, Campus I. (a confirmar).
Expositor 3: Professor José Claúdio Rocha, Doutor em Educação (UFBA), Mestre em Educação (UFBA), graduado em Economia (UFBA) e Direito (UFBA), Professor do Colegiado de Direito do Campus XIX (Camaçari), Pró-reitor de Pesquisa e Ensino de Pós-Graduação confirmar).
Expositor 2: Mário Vivas de Souza Durando, Bacharel em Direito (UFSE).
Coordenação: Professor Sander Prates, Bacharel em Direito (UEFS), Professor do Colegiado de Direito, UNEB, Campus IV.
Sessão de Comunicação: Maioridade, transgressão e violência
Horário: das 14-17:30 hs.
Exibição do Filme Fale com ela de Pedro Almodova.
Expositora 1: Professora Núbia Reis, mestre em Ciências Sociais(UFBA), graduação em Ciências Sociais (UFBA), doutoranda em Ciências Sociais (UFBA), professora do Departamento de Ciências Humanas e Tecnologias (Campus XVII da UNEB).
Expositora 2: Professora Luana Paixão Dantas do Rosário, mestranda em Direito Público (UFBA), graduada em Direito (UESC), Especialista em Direito do Estado (UNYAHNA), professora do FTC (SSA).
SESSÃO CINEMA SURREALISTA
Horário: das 19-22 hs.
Sessão de comunicação: A repetição criativa ─ outra vez Buñel
Exibição do curtas A idade do Ouro e Um cão Andaluz de Buñel
Exibição do filme O anjo exterminador de Buñel
Expositor 1: Washington Drumond, Doutor em Arquitetura (UFBA), professor do Colegiado de História do DCH, Campus IV.
Expositor 2: Ângelo Márcio Macêdo Mascarenhas Gonçalves (UEFS), mestre Filosofia da Ciência (UFBA), graduação em Filosofia (UFBA), professor do Departamento de Ciências Humanas da UEFS.
Mediador: Professora Julice Oliveira Dias dos Santos, UNEB (DCH – Campus IV).
Cirurgia de lipoaspiração?
Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração?
Uma coisa é saúde outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje, Deus é a auto imagem. Religião, é dieta. Fé, só na estética. Ritual é malhação.
Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo, sentimento é bobagem. Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer, não. Estria é caso de polícia. Celulite é falta de educação. Filho da puta bem sucedido é exemplo de sucesso.
A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem?
A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem. Imagem, estética, medidas, beleza. Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa.
Não importa o outro, o coletivo. Jovens não tem mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada.
Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber nas roupas, quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência legal mas...
Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulímicas, de jovenslipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser. Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude.
Que eu me acalme. Que o amor sobreviva.'"Cuide bem do seu amor, seja ele quem for'
Herbert Vianna
sexta-feira, 14 de maio de 2010
Aula normal - sábado 15.05.2010
Estarei sábado em Jacobina para darmos continuidade as discussões da disciplina.
Grande abraço,
Angelo
Uma Crônica pra destrair . =]
Mulheres- Luiz Fernando Veríssimo .
"Certo dia parei para observar as mulheres e só pude concluir uma coisa: elas não são humanas. São espiãs. Espiãs de Deus, disfarçadas entre nós.
Pare para refletir sobre o sexto-sentido.
Alguém duvida de que ele exista?
E como explicar que ela saiba exatamente qual mulher, entre as presentes, em uma reunião, seja aquela que dá em cima de você?
E quando ela antecipa que alguém tem algo contra você, que alguém está ficando doente ou que você quer terminar o relacionamento?
E quando ela diz que vai fazer frio e manda você levar um casaco? Rio de Janeiro, 40 graus, você vai pegar um avião pra São Paulo. Só meia-hora de vôo. Ela fala pra você levar um casaco, porque "vai fazer frio". Você não leva. O que acontece?
O avião fica preso no tráfego, em terra, por quase duas horas, depois que você já entrou, antes de decolar. O ar condicionado chega a pingar gelo de tanto frio que faz lá dentro!
"Leve um sapato extra na mala, querido.
Vai que você pisa numa poça..."
Se você não levar o "sapato extra", meu amigo, leve dinheiro extra para comprar outro. Pois o seu estará, sem dúvida, molhado...
O sexto-sentido não faz sentido!
É a comunicação direta com Deus!
Assim é muito fácil...
As mulheres são mães!
E preparam, literalmente, gente dentro de si.
Será que Deus confiaria tamanha responsabilidade a um reles mortal?
E não satisfeitas em ensinar a vida elas insistem em ensinar a vivê-la, de forma íntegra, oferecendo amor incondicional e disponibilidade integral.
Fala-se em "praga de mãe", "amor de mãe", "coração de mãe"...
Tudo isso é meio mágico...
Talvez Ele tenha instalado o dispositivo "coração de mãe" nos "anjos da guarda" de Seus filhos (que, aliás, foram criados à Sua imagem e semelhança).
As mulheres choram. Ou vazam? Ou extravazam?
Homens também choram, mas é um choro diferente. As lágrimas das mulheres têm um não sei quê que não quer chorar, um não sei quê de fragilidade, um não sei quê de amor, um não sei quê de tempero divino, que tem um efeito devastador sobre os homens...
É choro feminino. É choro de mulher...
Já viram como as mulheres conversam com os olhos?
Elas conseguem pedir uma à outra para mudar de assunto com apenas um olhar.
Elas fazem um comentário sarcástico com outro olhar.
E apontam uma terceira pessoa com outro olhar.
Quantos tipos de olhar existem?
Elas conhecem todos...
Parece que freqüentam escolas diferentes das que freqüentam os homens!
E é com um desses milhões de olhares que elas enfeitiçam os homens.
EN-FEI-TI-ÇAM !
E tem mais! No tocante às profissões, por que se concentram nas áreas de Humanas?
Para estudar os homens, é claro!
Embora algumas disfarcem e estudem Exatas...
Nem mesmo Freud se arriscou a adentrar nessa seara. Ele, que estudou, como poucos, o comportamento humano, disse que a mulher era "um continente obscuro".
Quer evidência maior do que essa?
Qualquer um que ama se aproxima de Deus.
E com as mulheres também é assim.
O amor as leva para perto dEle, já que Ele é o próprio amor. Por isso dizem "estar nas nuvens", quando apaixonadas.
É sabido que as mulheres confundem sexo e amor.
E isso seria uma falha, se não obrigasse os homens a uma atitude mais sensível e respeitosa com a própria vida.
Pena que eles nunca verão as mulheres-anjos que têm ao lado.
Com todo esse amor de mãe, esposa e amiga, elas ainda são mulheres a maior parte do tempo.
Mas elas são anjos depois do sexo-amor.
É nessa hora que elas se sentem o próprio amor encarnado e voltam a ser anjos.
E levitam.
Algumas até voam.
Mas os homens não sabem disso.
E nem poderiam.
Porque são tomados por um encantamento
que os faz dormir nessa hora."
quinta-feira, 13 de maio de 2010
...
sábado, 8 de maio de 2010
Orientações para próxima aula - 15.05.10
Seguem as orientações para a próxima aula - 15.05.2010
Temática: Educação, escola e Educação Física
Leituras recomendadas:
1- Texto Rubem Alves: Gaiolas e Asas.
2- Capítulo dois do livro de Paulo Freire: Pedagogia do Oprimido.
Link para o livro e texto de Rubem Alves em outras postagens.
Angelo Amorim
O homem: as viagens
Carlos Drummond de Andrade
O homem, bicho da terra tão pequeno
Chateia-se na terra
Lugar de muita miséria e pouca diversão,
Faz um foguete, uma cápsula, um módulo
Toca para a lua
Desce cauteloso na lua
Pisa na lua
Planta bandeirola na lua
Experimenta a lua
Coloniza a lua
Civiliza a lua
Humaniza a lua.
Lua humanizada: tão igual à terra.
O homem chateia-se na lua.
Vamos para marte — ordena a suas máquinas.
Elas obedecem, o homem desce em marte
Pisa em marte
Experimenta
Coloniza
Civiliza
Humaniza marte com engenho e arte.
Marte humanizado, que lugar quadrado.
Vamos a outra parte?
Claro — diz o engenho
Sofisticado e dócil.
Vamos a vênus.
O homem põe o pé em vênus,
Vê o visto — é isto?
Idem
Idem
Idem.
O homem funde a cuca se não for a júpiter
Proclamar justiça junto com injustiça
Repetir a fossa
Repetir o inquieto
Repetitório.
Outros planetas restam para outras colônias.
O espaço todo vira terra-a-terra.
O homem chega ao sol ou dá uma volta
Só para tever?
Não-vê que ele inventa
Roupa insiderável de viver no sol.
Põe o pé e:
Mas que chato é o sol, falso touro
Espanhol domado.
Restam outros sistemas fora
Do solar a col-
Onizar.
Ao acabarem todos
Só resta ao homem
(estará equipado?)
A dificílima dangerosíssima viagem
De si a si mesmo:
Pôr o pé no chão
Do seu coração
Experimentar
Colonizar
Civilizar
Humanizar
O homem
Descobrindo em suas próprias inexploradas entranhas
A perene, insuspeitada alegria
De con-viver.
BBB um programa imbecil
também podemos crescer com os toques suaves da alma."
Divana Martins
O educador Antônio Barreto, um dos maiores cordelistas da Bahia, acaba de retornar ao Brasil com os versos mais afiados que nunca depois da polêmica causada com o cordel "Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso".
Desta vez o alvo é o anacrônico programa BBB-10 da TV Globo. Nesse novo cordel intitulado "Big Brother Brasil, um programa imbecil" ele não deixa pedra sobre pedra. São 25 demolidoras septilhas (estrofes de 7 versos). Só para dar um gostinho:
Curtir o Pedro Bial
E sentir tanta alegria
É sinal de que você
O mau-gosto aprecia
Dá valor ao que é banal
É preguiçoso mental
E adora baixaria.
Há muito tempo não vejo
Um programa tão ‘fuleiro’
Produzido pela Globo
Visando Ibope e dinheiro
Que além de alienar
Vai por certo atrofiar
A mente do brasileiro.
Me refiro ao brasileiro
Que está em formação
E precisa evoluir
Através da Educação
Mas se torna um refém
Iletrado, ‘zé-ninguém’
Um escravo da ilusão.
Em frente à televisão
Lá está toda a família
Longe da realidade
Onde a bobagem fervilha
Não sabendo essa gente
Desprovida e inocente
Desta enorme ‘armadilha’.
Cuidado, Pedro Bial
Chega de esculhambação
Respeite o trabalhador
Dessa sofrida Nação
Deixe de chamar de heróis
Essas girls e esses boys
Que têm cara de bundão.
O seu pai e a sua mãe,
Querido Pedro Bial,
São verdadeiros heróis
E merecem nosso aval
Pois tiveram que lutar
Pra manter e te educar
Com esforço especial.
Muitos já se sentem mal
Com seu discurso vazio.
Pessoas inteligentes
Se enchem de calafrio
Porque quando você fala
A sua palavra é bala
A ferir o nosso brio.
Um país como Brasil
Carente de educação
Precisa de gente grande
Para dar boa lição
Mas você na rede Globo
Faz esse papel de bobo
Enganando a Nação.
Respeite, Pedro Bienal
Nosso povo brasileiro
Que acorda de madrugada
E trabalha o dia inteiro
Dar muito duro, anda rouco
Paga impostos, ganha pouco:
Povo HERÓI, povo guerreiro.
Enquanto a sociedade
Neste momento atual
Se preocupa com a crise
Econômica e social
Você precisa entender
Que queremos aprender
Algo sério – não banal.
Esse programa da Globo
Vem nos mostrar sem engano
Que tudo que ali ocorre
Parece um zoológico humano
Onde impera a esperteza
A malandragem, a baixeza:
Um cenário sub-humano.
A moral e a inteligência
Não são mais valorizadas.
Os “heróis” protagonizam
Um mundo de palhaçadas
Sem critério e sem ética
Em que vaidade e estética
São muito mais que louvadas.
Não se vê força poética
Nem projeto educativo.
Um mar de vulgaridade
Já tornou-se imperativo.
O que se vê realmente
É um programa deprimente
Sem nenhum objetivo.
Talvez haja objetivo
“professor”, Pedro Bial
O que vocês tão querendo
É injetar o banal
Deseducando o Brasil
Nesse Big Brother vil
De lavagem cerebral.
Isso é um desserviço
Mal exemplo à juventude
Que precisa de esperança
Educação e atitude
Porém a mediocridade
Unida à banalidade
Faz com que ninguém estude.
É grande o constrangimento
De pessoas confinadas
Num espaço luxuoso
Curtindo todas baladas:
Corpos “belos” na piscina
A gastar adrenalina:
Nesse mar de palhaçadas.
Se a intenção da Globo
É de nos “emburrecer”
Deixando o povo demente
Refém do seu poder:
Pois saiba que a exceção
(Amantes da educação)
Vai contestar a valer.
A você, Pedro Bial
Um mercador da ilusão
Junto a poderosa Globo
Que conduz nossa Nação
Eu lhe peço esse favor:
Reflita no seu labor
E escute seu coração.
E vocês caros irmãos
Que estão nessa cegueira
Não façam mais ligações
Apoiando essa besteira.
Não deem sua grana à Globo
Isso é papel de bobo:
Fujam dessa baboseira.
E quando chegar ao fim
Desse Big Brother vil
Que em nada contribui
Para o povo varonil
Ninguém vai sentir saudade:
Quem lucra é a sociedade
Do nosso querido Brasil.
E saiba, caro leitor
Que nós somos os culpados
Porque sai do nosso bolso
Esses milhões desejados
Que são ligações diárias
Bastante desnecessárias
Pra esses desocupados.
A loja do BBB
Vendendo só porcaria
Enganando muita gente
Que logo se contagia
Com tanta futilidade
Um mar de vulgaridade
Que nunca terá valia.
Chega de vulgaridade
E apelo sexual.
Não somos só futebol,
baixaria e carnaval.
Queremos Educação
E também evolução
No mundo espiritual.
Cadê a cidadania
Dos nossos educadores
Dos alunos, dos políticos
Poetas, trabalhadores?
Seremos sempre enganados
e vamos ficar calados
diante de enganadores?
Barreto termina assim
Alertando ao Bial:
Reveja logo esse equívoco
Reaja à força do mal…
Eleve o seu coração
Tomando uma decisão
Ou então: siga, animal…
FIM
Salvador, 16 de janeiro de 2010.
* * *
Antonio Barreto nasceu nas caatingas do sertão baiano, Santa Bárbara, na Bahia.
É autor de um dos mais recentes e estrondosos sucessos da Internet, o cordel Caetano Veloso: um sujeito alfabetizado, deselegante e preconceituoso.
Professor, poeta e cordelista. Amante da cultura popular, dos livros, da natureza, da poesia e das pessoas que vieram ao Planeta Azul para evoluir espiritualmente.
Graduado em Letras Vernáculas e pós graduado em Psicopedagogia e Literatura Brasileira.
Seu terceiro livro de poemas, Flores de Umburana, foi publicado em dezembro de 2006 pelo Selo Letras da Bahia.
Possui incontáveis trabalhos em jornais, revistas e antologias, com mais de 100 folhetos de cordel publicados sobre temas ligados à Educação, problemas sociais, futebol, humor e pesquisa, além de vários títulos ainda inéditos.
Antonio Barreto também compõe músicas na temática regional: toadas, xotes e baiões.
O cordel "Big Brother Brasil, um programa imbecil" é imperdível e está completinho aqui, em primeira mão: http://cachacaaraci.wordpress.com/
2010 é um ano eleitoral. Espero que os eleitores brasileiros valorizem seus votos, pois o voto é a arma para acabar com a impunidade no país
SENSO CRÍTICO, SAÚDE, PAZ & AMOR - HOJE E SEMPRE !
sexta-feira, 7 de maio de 2010
quarta-feira, 28 de abril de 2010
Informe - Filme Ensaio sobre a cegueira
Encontrei com Camila na Jornada Pedagógica do CBCE, em Alagoinhas e disponibilizei uma cópia do filme Ensaio sobre a cegueira para ela, conforme combinado, no intuito de facilitar a realização das atividades combinadas para o dia 08.05.
Favor encaminhar aos "faltosos" do nosso primeiro encontro os nossos combinados.
Grande abraço!
Boa micareta!
Angelo
sábado, 17 de abril de 2010
Relato da aula - 17.04
A idéia é que a cada semana, um aluno se comprometa em fazer o registro da aula e postar para que todos tenham acesso sobre os pontos discutidos.
A aula teve como propostas:
1 - Apresentação do professor e alunos
2 - Expectativas sobre a disciplina
3 - "Construção" do plano de curso
4 - Desafio de integração.
A apresentação ocorreu a partir de apresentação de cada aluno pelo colega e o professor falou da importância de ter sonhos e transformar estes sonhos em metas.
Foi realizado um exercício de Evocações Livres, a partir do termo indutor: DIDÁTICA.
Em seguida foram traçadas as expectiativas sobre a disciplina que de um modo geral foram traçadas questões sobre:
compreender os saberes necessários a docencia;
as taticas de ensino;
o bom professor;
competencias para o exercicio profissional;
elementos par asaber ensinar / como ensinar / aplicação dos saberes na educação fisica.
O professor faz uma reflexão sobre as proposições relacionando os motivos da disciplina ser chamada dessa forma a partir das considerações da Didática, Organização do Trabalho Pedagógico e dos Saberes Necessário à Docência e apresenta sua propostas de trabalho para a disciplina que se articula com os anseios dos alunos sobre a dsiciplina.
Discussão sobre a sociedade e a escola;
Elementos da Docência no campo da educação;
Docência em Educação Física;
Téncnicas e estratégias de ensino.
Foi definido os combinados:
o blog e o uso do e-mail como forma de comunicação.
Na aula do dia 24.04 será a exibição do filme Ensaio Sobre a Cegueira (não presencial) e leitura do texto sobre olhar de Rubem Alves (ver outra postagem), fazer comentarios sobre o filme e responder as trÊs questões:
E eu com isso?
O que a Educação Física tem com isso?
O que a Escola tem com isso?
Luana ficou de digitar os e-mails e enviar para o professor.
A dinâmica de integração foi fazer o anúncio de uma escola, considerando:
os professores são semi-analfabetos;
as turmas são divididas por altura;
o índice de aprovação no vestibular é 0,99%
As apresentações ocorreram com bastante criatividade e envolvimento dos 15 presentes.
Atenciosamente,
Angelo Amorim
terça-feira, 13 de abril de 2010
A escola
| Rubem Alves Os pensamentos me chegam de forma inesperada, sob a forma de aforismos. Fico feliz porque sei que Lichtenberg, William Blake e Nietzsche frequentemente eram também atacados por eles. Digo “atacados“ porque eles surgem repentinamente, sem preparo, com a força de um raio. Aforismos são visões: fazem ver, sem explicar. Pois ontem, de repente, esse aforismo me atacou: “Há escolas que são gaiolas. Há escolas que são asas“ Disponível em: http://www.rubemalves.com.br/gaiolaseasas.htm . Acesso em 13.04.2010 às 14:15h Angelo |
O que você anda vendo?
Ela entrou, deitou-se no divã e disse: "Acho que estou ficando louca". Eu fiquei em silêncio aguardando que ela me revelasse os sinais da sua loucura. "Um dos meus prazeres é cozinhar. Vou para a cozinha, corto as cebolas, os tomates, os pimentões - é uma alegria! Entretanto, faz uns dias, eu fui para a cozinha para fazer aquilo que já fizera centenas de vezes: cortar cebolas. Ato banal sem surpresas. Mas, cortada a cebola, eu olhei para ela e tive um susto. Percebi que nunca havia visto uma cebola. Aqueles anéis perfeitamente ajustados, a luz se refletindo neles: tive a impressão de estar vendo a rosácea de um vitral de catedral gótica. De repente, a cebola, de objeto a ser comido, se transformou em obra de arte para ser vista! E o pior é que o mesmo aconteceu quando cortei os tomates, os pimentões... Agora, tudo o que vejo me causa espanto."
Ela se calou, esperando o meu diagnóstico. Eu me levantei, fui à estante de livros e de lá retirei as "Odes Elementales", de Pablo Neruda. Procurei a "Ode à Cebola" e lhe disse: "Essa perturbação ocular que a acometeu é comum entre os poetas. Veja o que Neruda disse de uma cebola igual àquela que lhe causou assombro: 'Rosa de água com escamas de cristal'. Não, você não está louca. Você ganhou olhos de poeta... Os poetas ensinam a ver".
Ver é muito complicado. Isso é estranho porque os olhos, de todos os órgãos dos sentidos, são os de mais fácil compreensão científica. A sua física é idêntica à física óptica de uma máquina fotográfica: o objeto do lado de fora aparece refletido do lado de dentro. Mas existe algo na visão que não pertence à física.
Adélia Prado disse: "Deus de vez em quando me tira a poesia. Olho para uma pedra e vejo uma pedra". Drummond viu uma pedra e não viu uma pedra. A pedra que ele viu virou poema.
Há muitas pessoas de visão perfeita que nada vêem. "Não é bastante não ser cego para ver as árvores e as flores. Não basta abrir a janela para ver os campos e os rios", escreveu Alberto Caeiro, heterônimo de Fernando Pessoa. O ato de ver não é coisa natural. Precisa ser aprendido. Nietzsche sabia disso e afirmou que a primeira tarefa da educação é ensinar a ver. O zen-budismo concorda, e toda a sua espiritualidade é uma busca da experiência chamada "satori", a abertura do "terceiro olho". Não sei se Cummings se inspirava no zen-budismo, mas o fato é que escreveu: "Agora os ouvidos dos meus ouvidos acordaram e agora os olhos dos meus olhos se abriram".
Há um poema no Novo Testamento que relata a caminhada de dois discípulos na companhia de Jesus ressuscitado. Mas eles não o reconheciam. Reconheceram-no subitamente: ao partir do pão, "seus olhos se abriram". Vinicius de Moraes adota o mesmo mote em "Operário em Construção": "De forma que, certo dia, à mesa ao cortar o pão, o operário foi tomado de uma súbita emoção, ao constatar assombrado que tudo naquela mesa - garrafa, prato, facão - era ele quem fazia. Ele, um humilde operário, um operário em construção".
A diferença se encontra no lugar onde os olhos são guardados. Se os olhos estão na caixa de ferramentas, eles são apenas ferramentas que usamos por sua função prática. Com eles vemos objetos, sinais luminosos, nomes de ruas - e ajustamos a nossa ação. O ver se subordina ao fazer. Isso é necessário. Mas é muito pobre. Os olhos não gozam... Mas, quando os olhos estão na caixa dos brinquedos, eles se transformam em órgãos de prazer: brincam com o que vêem, olham pelo prazer de olhar, querem fazer amor com o mundo.
Os olhos que moram na caixa de ferramentas são os olhos dos adultos. Os olhos que moram na caixa dos brinquedos, das crianças. Para ter olhos brincalhões, é preciso ter as crianças por nossas mestras. Alberto Caeiro disse haver aprendido a arte de ver com um menininho, Jesus Cristo fugido do céu, tornado outra vez criança, eternamente: "A mim, ensinou-me tudo. Ensinou-me a olhar para as coisas. Aponta-me todas as coisas que há nas flores. Mostra-me como as pedras são engraçadas quando a gente as têm na mão e olha devagar para elas".
Por isso - porque eu acho que a primeira função da educação é ensinar a ver - eu gostaria de sugerir que se criasse um novo tipo de professor, um professor que nada teria a ensinar, mas que se dedicaria a apontar os assombros que crescem nos desvãos da banalidade cotidiana. Como o Jesus menino do poema de Caeiro. Sua missão seria partejar "olhos vagabundos"...
O texto acima foi extraído da seção "Sinapse", jornal "Folha de S.Paulo", versão on line, publicado em 26/10/2004.
Disponível em: http://www.releituras.com/i_airon_rubemalves.asp. Acesso em 13.04.2010
Angelo
terça-feira, 6 de abril de 2010
Livros, textos e outros
http://www.4shared.com/account/dir/35958197/38fe8a5f/sharing.html?sId=lrh5276QMADMSsyL
Fique a vontade
Este espaço é seu.
Fique a vontade para contribuir com sua utilização, desde que respeite aos combinados.
Seja Bem Vindo!
Angelo Amorim

